Google + UMA AJUDA MAIS QUE NECESSÁRIA ~ A VIDA COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

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7 de out de 2013

UMA AJUDA MAIS QUE NECESSÁRIA

Oi gente bacaninha ? Por aqui esta tudo nos conformes!
Eu estive pensando num assunto esses dias que durante a semana foi ficando mais visível a meu ver a importância dessa ajuda em nossas vidas! 
Bem pra começar gostaria de deixar claro que a minha opinião vai além de quem tem a Esclerose Múltipla como companheira! 
Eu estou me referindo ao apoio terapêutico. A ajuda de um profissional para nos ouvir e nos entender, quando falo em nos entender não me refiro a doença e seu percurso, mas sim o que ela nos causa emocionalmente, psicologicamente e outras cositas mais. 
Bem eu tenho o diagnóstico há seis anos e faço terapia há quatro, o que me ajuda até hoje!
No início da minha convivência com a nossa companheira me lembro de um acontecimento que além de ficar registrado na memória me ensinou muito a ter a EM como companheira diária.
No começo é tudo muito assustador e como eu estava literalmente fora do cenário por conta exclusiva dela, sem trabalhar  dormia muito e quando acordava estava sozinha, tinha umas sensações estranhas e morria de medo de ter um surto a qualquer momento, até que num dia tenebroso eu estava dormindo e pensando que meu olho não podia pular, sabe aquela sensação de que o olho vai sair pra frente de tanto que você sente o nervo tremer num ritmo frenético, bem eu tinha associado isso ao surto que me deixou sem enxergar por alguns meses e nesse dia mesmo dormindo eu pensava, “meu olho não pode pular, não pode pular” e  claro que acordei com o olho pulando e fiquei desesperada saí correndo e fui chorando pra casa da minha mãe! Fiquei tão mal com aquela sensação que tinha certeza que estava em surto e comecei a sentir tudo, falta de equilíbrio, uma tontura tão forte que não conseguia chegar até o carro precisei da ajuda do Baby de tanto que cambaleava.
Quando relatei o acontecido ao meu doutorzinho, ele me mandou direto para São Paulo, detalhe na viagem não enxergava as placas então o desespero aumentava, quando lá fui examinada ele vira pra mim e diz que estou ótima que não tive nada e que tudo não passou do poder da minha mente, ou seja que a minha cabeça pode me levar  pra melhoria da EM ou bem fácil pra piora. Falou que temos uma máquina muito poderosa dentro da gente, o cérebro e que ela pode nos levar pra frente ou retroceder todo o tratamento!
E foi o que aconteceu comigo, voltei na estrada lendo as placas e cantarolando!
Bom, contando tudo pra minha psicóloga ela me explicou o que poderia ter causado tudo isso, na época eu tinha um trauma muito grande de dois surtos no nervo óptico e que quando estava quase acordando eu devia estar em devaneio e provoquei que o olho pulasse e fiquei com pavor de ser outro surto, num estado de tensão e nervoso o cérebro trabalhou pra desencadear sintomas, sequelas e tudo que fica escondido no mesmo lugar do medo!  Então conversando bastante e colocando todas as minhas inseguranças pra fora aprendi a não pensar no que passou e a partir daí percebi que superar esse trauma já era coisa do passado e que tudo precisava ser revisto em minha vida! Eu era uma nova Fabiana ou como ela mesma diz, a mesma apenas com uma nova configuração!
Essa semana que passou, saí do consultório dela mais leve ainda porque depois de conversar uma hora ela me disse: “é isso mesmo Dona Fabi vida normal”, e ela está mais normal do que nunca!
Bom mas não para por aí, esses dias uma companheira me procurou porque tinha sido recém diagnosticada e ficou cheia de dúvidas e angústias conversamos bastante e tentei ajudar com a minha experiência mas aí nesses últimos dias conversamos de novo e ela se mostrou bem angustiada, triste com o terrível preconceito e medo dessa nova configuração de vida! Foi quando lhe falei pra procurar uma psicóloga que ela ia se sentir bem melhor, disse a ela que a gente aprende a se olhar por dentro e perceber quando realmente tem algo de errado ou estamos sentindo o emocional falar mais alto!
E aí comentamos por que esperamos a água bater na bunda pra correr atrás da nossa saúde e do nosso bem estar?
E relembrando o quanto xinguei, chorei, briguei, questionei e até descordei na terapia me senti muito feliz! Sim sou uma mulher analisada, faço terapia comportamental. A terapia comportamental é acima de tudo, um processo de aprendizagem sobre você mesmo e como desenvolver novos comportamentos. É a forma de aumentar sua capacidade de agir da forma que você quer agir.
Pra finalizar o assunto que me intrigou a semana toda, no domingo vendo o programa Saia Justa no GNT vi que foi um dos assuntos discutidos a terapia, a apresentadora Astrid Fontanelle conta que sempre fez terapia mas quando recebeu seu diagnóstico de lúpus foi o que a ajudou muito a encontrar o seu equilíbrio novamente.
E concordo com Astrid o quanto faz bem você se ouvir, expor o seu pensamento, colocar pra fora os seus medos, compartilhar os traumas, curá - lós escutar uma opinião alheia e na verdade se conhecer por inteiro! Saber das suas fraquezas, das suas limitações porém sabendo das suas capacidades daquilo que te faz mais forte a cada dia!
Reencontrar o equilíbrio que se perdeu com uma situação que você não pediu e nem escolheu!
Eu super recomendo, esses profissionais da psicologia pra nossa qualidade de vida ser cada vez melhor!!!
Uma profissional que hoje a considero como amiga!
E vocês fazem terapia? Já fizeram? O que pensam a respeito? Tem alguma dúvida quanto o assunto?
Bem aguardo a contribuição de vocês meus queridos!!!
Mil beijinhos e até... 


4 comentários :

  1. Olá Fabiana!

    Também sou uma mulher analisada e agradeço todos os dias por ter decidido me deixar analisar logo depois do diagnóstico da EM.
    Minha terapeuta é, além de tudo, uma grande amiga que tem me guiado, não só na caminhada acompanhada pela mala sem alça da EM, mas em todas as esferas da minha vida.
    Deixem-se analisar, este é o melhor caminho para superação!

    Beijos

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    Respostas
    1. Oie Bete
      é a melhor coisa né? Ajuda muito em tudo mesmo!!!
      Querida obrigada pela contribuição!!
      Bjão

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  2. Oi Fabi!
    Quando fiz pulso pela primeira vez, tive alucinações. É incrível como nosso cérebro é capaz de criar situações tão reais, que não conseguimos acreditar que não aconteceram realmente. Pensei que estava ficando maluca... kkkkk...
    Penso que a analise faz bem e é super indicada para todas as pessoas, independentemente de terem EM ou qualquer outro problema e mesmo para quem parece ter uma "vida perfeita".
    Ter um profissional preparado e isento de qualquer laço afetivo com a gente, permite a ele nos analisar objetivamente e nos ajudar a conhecermos e entendermos melhor os nossos "Eus".
    Há 25 anos atras fiz analise (sem medicamentos) por um ano e meio, com um psiquiatra,
    o que me ajudou muito a superar o falecimento do meu pai. Ele faleceu aos 52 anos. Eu o amava muito e não aceitava a partida dele. Na verdade ainda sinto muito a falta do meu fofo. Mas a terapia foi muito importante!
    Tenho EM diagnosticada há 17 anos e nunca fiz terapia. Lido bem com a marvada, mas se tivesse condições (dindim) gostaria de pagar um bom terapeuta pra minha mãe, que sofre muito mais que eu a cada surto que tenho. No último ela ficou tão nervosa que passou mal e ficou 3 dias na emergência da PUC, Teve uma Isquemia transitória.
    Podes imaginar como me senti!?!?!
    Nunca tive medo dos surtos... agora tenho horror, por ela.
    Mas se fosse possível, bem que eu gostaria que minha mãe, meu irmão e eu tivéssemos o apoio de um psicologo(a).
    É sempre bom ter alguém neutro, para nos ouvir já que "santo de casa não faz milagre".

    Nossa como eu falei! Desculpazinha!
    Beijos com carinho,
    Neyra.

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    Respostas
    1. Oie querida, parece eu que escreve pouco....kkkkk
      Mas se você quiser aí tem apoio e psicólogos pelo SUS também, só precisa se informar direitinho!!!
      Mas vai atrás que vale muito e vai ajudar muito vocês!!!
      Muito obrigada pela sua contribuição querida!!
      Bejão

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