Google + MÃES, PAIS OU RESPONSÁVEIS ~ A VIDA COM ESCLEROSE MÚLTIPLA

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17 de mai de 2017

MÃES, PAIS OU RESPONSÁVEIS


Oi queridos tudo belezinha com vocês ? Comigo tudo bem!
Bem nesse dia das mães, eu gostaria de  contar uma história que aconteceu um dia desses comigo e me fez pensar muito.
Então, para quem é novo por aqui, eu não tenho filhos, apenas por uma questão de escolha, aprendi muitas coisas sobre a maternidade, porque tenho 5 sobrinhos e três deles com as minhas irmãs morando muito próximas e companheiras. Nada pessoal com o meu irmão, que nos deu as duas primeiras sobrinhas e as gêmeas mais diferentes que já conheci, só que ele sempre morou longe e não conseguimos vivenciar de tão perto os primeiros passinhos. Não que depois isso tenha mudado muito de figura, afinal sempre que podem estão aqui conosco e somos bem próximas. 
O que quero contar a vocês, foi uma experiência que vivi com minha sobrinha Manu de 5 anos, que me deixou bem assustada. Estávamos no shopping e ela quis ir naquelas piscinas de bolinha, que por sinal é uma delícia e um exercício para o equilíbrio, bem mas o contexto era apenas nos divertir e foi isso que fizemos, ela pediu : - Tia você entra comigo ?
E eu topei: - Entro sim. 
E a gente tava brincando quando de repente, apareceu uma menininha um pouco maior que ela, pedindo pra brincar com a gente e a Manu já começou a brincar e perguntou o nome dela, e ela respondeu :

Clara. 

Então eu disse: O meu é Fabiana. 

Manu aproveitou e disse : Eu chamo Manuella. 

E eu fiquei observando aquelas duas crianças que não se conheciam brincar como se fossem íntimas. Uma escorregava e esperava a outra até descer, Manu avisava a Clara que o caminho estava livre. 
Eu sentada no meio daquelas bolinhas, ria delas e com elas, até que Clara chegou para mim séria e disse :

Você não é mãe né? 

Manu me olhou com uma cara de assustada e eu respondi: 

Não, eu não sou. Mas por que? Eu não tenho jeito de mãe? E fiquei encucada. Então foi aí que senti uma tristeza no olhar daquela menina linda, colega respondendo:

Não é isso, é que mãe não sorri. Mãe não brinca, tem a cara feia e tá sempre brava. 

Manu olhou para mim com uma carinha de que concordava. 

Então eu disse pra elas :

Não é assim, a mamãe não cuida de você? Te dá banho? Te dá comidinhas gostosas? Ela deve ficar muito cansada então parece que tá brava. Mas não tá brava, só preocupada com tudo que ela precisa fazer pra você. Ela não tá aqui vendo você brincar ? 
Já fiquei preocupada que a mãe poderia estar vendo e não gostar dessa proximidade minha com a menina e com razão. Então Clara disse:

Não, ela foi na loja e disse pra ficar brincando. 
Confesso a vocês que achei,
 triste, porém não faço ideia das necessidades daquela mãe. 

E a menina, estava tão chateada que frisou novamente:

Ela é mesmo muito preocupada, mas nunca brinca comigo. Tá sempre brava. 

Amigos achei esse fato muito importante, apesar de já ser comum, infelizmente a diversão das crianças hoje está sendo terceirizada, por aparelhos eletronicos, celulares, iPads e etc. Além de uma boa hora sentada no chão com o seu filho estar sendo trocado por qualquer outros afazeres, com a justificativa que não temos tempo. 
Compreendo das dificuldades da rotina de uma casa com filhos, é uma dinâmica completamente diferente, eu e o Baby apesar de não termos, cuidamos, ajudamos e vivenciamos essa luta, somos tios pra qualquer instante ! Sabemos da necessidade desses pequenos, dessas crianças, adolescentes e até dos maiores, da atenção e participação dos pais. 
Você que é mãe, pai, padrasto, madrasta tire um momento para você e seus filhos, não deixe os problemas do dia a dia atrapalharem momentos que não voltam jamais. 
Além disso, o amor transcende a qualquer rótulo, ser mãe vai além de gerar um filho, como ser pai passa longe de ser apenas o provedor. 
Os pais são pessoas que cuidam, criam, educam, amam, se preocupam, zelam pelo filho em qualquer situação. Por isso o termo, responsável no momento em que pais estão ausentes. 
Conheço mães que não merecem ser vistas como tais e do mesmo jeito pais. Porém as mães que são genitoras se defendem argumentando que são mães porque pariram. E os pais apenas emprestaram o seu espermatozoide. 
Contudo, se nenhum dos dois agem como tais, não tem responsabilidades com seus filhos, nenhum deles merecem serem chamados de pais. 
Existem casos diferentes, por exemplo de pais separados que um membro da família evita a participação do outro e coloca um contra o outro, aí é outra história, sem sabermos a verdadeira verdade, não podemos dar uma opinião. 
O importante é não rotular. Se você estiver no lugar dos pais, pense em fazer seu filho perceber sempre o quanto ele é importante pra você e nunca deixe -o pensar que ele dá muito trabalho e você está muito cansado, ele vai se sentir culpado por você e achar que sem ele você resolveria todos os seus problemas. 
Ame, brinque, cuide, eduque, brigue, sempre pensando no melhor para ele e curta a maternidade ou a paternidade com todos os seus momentos !

Vou deixar vocês por aqui meus amores!
Tenham uma ótima semana...
E até o próximo....

3 comentários :

  1. Fabi, quando eu era mais jovem, adolescente, brincava com crianças e achava que não tinha jeito com crianças, mas até que eu tinha, afinal, o que é ter jeito com crianças se você ainda está descobrindo o mundo?

    Mas, com o passar dos anos, percebi, sendo "tia-prima", que os pais tem que fazer muitas coisas e às vezes a criança exige atenção O DIA TODO. Eu lembro de umas férias que fiquei brincando com uma "prima-sobrinha" e eu tinha ido dormir tarde, (isso já adulta e com esclerose múltipla) mas isto não importava, pois ela acordava às 7h da manhã e eu acordava com a voz dela. Depois de tomar café da manhã, ela brincou comigo das 10h da manhã até as 10h da noite! Eu mal tinha tempo de ir ao banheiro!

    Eu não fiz comida, porque tinha empregada na minha casa de férias, eu não limpei a casa e nem trabalhei, só brinquei com ela.

    Então percebi o quanto é difícil os pais trabalharem tanto para pagar as contas e sustentar aquela criança com todas as exigências (roupas, brinquedos, material escolar, remédios e etc) e ainda fazer comida, limpar a casa e agradar não só a criança, mas ao marido/ mulher também. E ainda tem os pais querendo dizer como criar seu filho/ sua filha, tem que ouvir palpite dos outros sobre em que escola colocar e etc.

    As pessoas gostam de exaltar o quanto é bom ser mãe, mas também tem as frustrações que a mãe passa quando tem que dizer "não" com os filhos, quando ela não corresponde às expectativas dos filhos (como por exemplo: não usar uma roupa específica, não saber nenhuma história para contar aos filhos. No meu caso, a menina queria que eu usasse saia por ser mulher e eu só tinha shorts)

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  2. Continuando: às vezes a mídia ou sei lá quem gosta de colocar que "é lindo ser mãe", mas há muita preocupação também e muitas mulheres esquecem como é ser criança, como brincar com as crianças!

    Acredito que deve ter pessoas que cuidam dos filhos sem a ajuda de ninguém ou com muito pouca ajuda e que no caso a vida desses pais vira uma dureza.

    Não consigo culpar os pais por serem ausentes, fico pensando que alguns deles até não queriam ser pais, mas o foram pela pressão da sociedade, pela religião ou mesmo porque "aconteceu".

    É realmente muito ruim para as crianças ter pais que parecem não se importar com elas, pois elas podem ter problemas sérios no desenvolvimento, mas eu entendo realmente que a vida não é "um mar de rosas" para todos! Para os que a vida parece perfeita, ótimo! Mas não dá para olhar com ódio para todos os pais que parecem não ser ótimos pais, nós realmente não sabemos o que há por trás da mente de cada um.

    Enfim, gostei muito da sua postagem, pois me permitiu falar sobre algo que venho há tempos percebendo e você também mostrou que se preocupa com estas crianças que parecem não se sentir amadas pelos pais.

    Beijos e feliz dia das mães!

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  3. Super concordo com você Lorena. Só peço para que as pessoas prestem mais atenção nas verdadeiras necessidades das crianças, dos adolescentes, as vezes se preocupam demais com esses afazeres e se esquecem de dar o mínimo de atenção.

    Muito obrigada por contar sua história aqui pra nós.
    Beijinhos
    Fabi

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